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Erva mangaba

Erva mangaba

Hancornia speciosa

Descrição : Planta da família das Apocynaceae. Também conhecida como mangabeira, mangabinha do Norte. É uma rbusto de caule rugso e áspero, com ramos em círculos e folhas lanceoladas. O fruto é piriforme, viscoso, de polpa aciduladas. O fruto é amarelo, corado de vermelho, como pêssegos calvos, que se chaman mangabas.

Parte utilizada: Folhas, frutos, raízes.

Princípios Ativos: proteínas, cálcio, fósforo, ferro, vitaminas A, B1 e C.

Propriedades medicinais: Anticatarral, antiulcerogênica, digestiva, hepática, laxante, purgativa.

Indicações: tuberculose e úlceras (suco leitoso extraído da polpa); pugante (sementes); doenças do fígado e do baço (cascas); icterícias, afecções hepáticas, moléstias crônicas e cutâneas (extrato da casca).

Nome Científico: Hancornia speciosa

Nome Científico: Hancornia speciosa

Nomes Populares: Mangaba, mangabeira, mangabiba, mangaíba, mangaiba-uva, mangabeira-de-minas.

Ocorrência: Cerrado e caatinga, tabuleiros arenosos e chapadas.

Distribuição: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Tocantins (Almeida et al., 1998).
A mangabeira é abundante em todos os tabuleiros e nas baixadas litorâneas da região Nordeste, onde se obtém – de forma extrativista – a quase totalidade dos frutos colhidos (www.seagri.ba.gov.br/mangaba). Acha-se as frutas também nos cerrados do Centro-oeste, no norte de Minas e em parte da Amazônia.

Floração: de agosto a novembro com pico em outubro.

Frutificação: pode ocorrer em qualquer época do ano mas principalmente de julho a outubro ou de janeiro a abril (Almeida et al., 1998).

MANGABA Árvore hermafrodita

Árvore hermafrodita de porte médio (entre 4 a 7 metros de altura), dotada de copa arredondada (4 a 6 metros de diâmetro); tronco tortuoso, bastante ramificado, áspero; ramos lisos, avermelhados; látex branco abundante. Folhas opostas, lanceoladas, simples, pecioladas, glabras nas duas faces, brilhantes, coriáceas, de 7 – 10 cm de comprimento por 3 – 4 cm de largura, coloração avermelhada quando novas e ao caírem. Inflorescência com cerca de 1 a 7 flores perfumadas de cor branca. Fruto baga globosa, glabra, com polpa carnosa e comestível, contendo muitas sementes; pode pesar de 30 a 260 g (Figuras 03 e 04).

Conhecendo o fruto e fazendo dele uso, os indígenas chamavam-no de mangaba – "coisa boa de comer". O fruto tem forma de pêra, muito viscoso quando verde, contém suco leitoso que quase embriaga e pode matar; a polpa é branca, fibrosa e recobre sementes circulares. Maduro, o fruto tem casca amarelada com manchas vermelhas, é aromático, delicado, tem ótimo sabor mesmo sendo ainda um pouco viscoso.

A mangaba só deve ser consumida quando madura pois, antes disso, pode até mesmo causar problemas de saúde para quem a consumir. Os frutos não devem ser retirados da árvore, mesmo que, aparentemente estejam maduros. Devemos aguardar que, após amadurecerem, caiam no chão para que possam ser colhidos. Para que possamos consumí-los, entretanto, devemos aguardar 24 horas. Nesta fase, a fruta está amarelada e apresenta manchas vermelhas (www.ruralnews.com.br/agricultura/frutas/mangaba).

Atualmente, a sua exploração ainda é feita de modo extrativista devido ao fato da cultura continuar sendo mantida no seu habitat natural. A planta produz frutos aromáticos, saborosos e nutritivos, com ampla aceitação de mercado, tanto para o consumo in natura quanto para a indústria de doce, sorvete, suco, licor, vinho e vinagre.

As principais pragas que podem atacar a mangabeira são

As principais pragas que podem atacar a mangabeira são:
Pulgão verde – ataca principalmente a parte terminal da planta notadamente nos viveiros causando o enrolamento das folhas; o controle químico pode ser feito por pulverizações quinzenais de produtos comerciais à base de pirimicarb, acefato, malation, paratiom.

Lagartas – ocasionalmente atacam desfolhando totalmente a planta jovem; o controle pode ser efetuado pela pulverização de produtos comerciais à base de bacillus thuringiensis, triclofon, carbaryl
Segundo Silva et al., (2001), podem ocorrer algumas doenças, entre elas:
Podridão de raízes de mudas – Causada pelo fungo Cylindrocladium clavatum, é a mais grave doença da mangabeira, podendo provocar até 100% de moralidade das mudas em viveiro.

Mancha-Foliar – Causada pelo fungo Pseudocercospora sp., a Mancha-Foliar ataca folhas de mudas e plantas adultas de mangabeira.

Antracnose – Causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, ataca as flores, provocando secamento e abortamento dos frutos. Quando os frutos jovens são atacados, ficam escuros, murcham e secam.

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