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Erva mutamba

Erva mutamba

Trata-se de uma árvore regular, com ramos na extremidade estreitado-tomentosos. As folhas apresentam limbo oblongado, mais ou menos aguçado no ápice, base oblíquo-cordada , margem dentadas, ambas as faces com revestimento de pêlos estrelados especialmente nas nervuras centrais. As inflorescências são racemosas ou paniculadas, axilares e tão longas quanto os pecíolos, com flores alvas e pequenas.

Nome Científico: Guazuma ulmifolia Lam. Sinonímia: Theobroma guazuma L.

Nome Popular:Mutamba, Embira, Embireira, Embirú, Mutamba Verdadeira, Pau-de-Mutamba, Camaca, Periquiteira, Pojó, Mutambo, Pau-de-bicho, Guaxima-macho, Guaxima-torcida, Araticum-bravo, em português; Guácimo, na Venezuela, Honduras e El Salvador; Guacima Cimarrona, na República Dominicana; Guácimo de Caballo, em Cuba; Guacimilla, Majaqua de Toro e Tablote, no México; Coco, na Bolívia; Guazuma, na Argenitna; Canlote, na Colômbia; Cédre de la Jamaique, Bois d'orme e Orme d'amarique, na França.

MUTAMBA - PARA O CABELO

Guazuma ulmifolia

Descrição : Planta da família das Sterculiaceae. Também conhecida como cabeça-de-negro, ibixuna, guaxina, pojó, chico magro, guaxima macho, coração negro. É uma árvore perenifália (as folhas caem depois de uma seca prolongada). As árvores maiores atingem dimensões próximas de 30 metros de altura e 60 centímetros de diâmetro na idade adulta. Seu tronco é reto a levemente tortuoso, curto, frequentemente ramificado a baixa altura. Sua ramificação á dicotômica. A copa é densa e larga, tipicamente umbeliforme; com galhos horizontais e ligeiramente pendentes, com as folhas agrupadas em duas fileiras ao longo dos ramos. Sua casca tem espessura de até 12 mm. A superfície da casca externa é grisácea a café-escuro, acanalada, áspera, agrietada longitudinalmente, se desprende facilmente em placas retangulares ou em tiras. A casca interna é fibrosa, rosada, com estrias brancas. Suafolhas são de filotaxia alterna, simples, ovalada ou lanceolada, com 5 cm a 18 cm de comprimento e 2 cm a 6 cm de largura, membranácea, mais ou menos aguda no ápice, com a margem levemente denteada ou crenada, a face dorsal pilosa, tomentosa com pêlos estrelados em ambas as faces, especialmente sobre nervura principal e com três ou às vezes cinco nervuras que saem desde a base, glabra e luzidia quando velha.Sua flores são pequenas, alvo-amareladas, medindo de 5 mm a 10 mm de comprimento, ligeiramente perfumadas, com cinco pétalas. Seu fruto: é uma cápsula subglobosa, seca, verrucosa, verde a negra, dura, de 1,5 cm a 3,5 cm de comprimento, abrindo-se em cinco segmentos que se fendem no ápice ou irregularmente por poros. O fruto contém, em média 46,6 sementes (PAIVA & GARCIA, 1999) imersas numa polpa doce e mucilaginosa.

Nome da fruta: Mutamba

Nome da fruta: Mutamba

Nome científico: Guazuma ulmifolia Lam.

Família botânica: Sterculiaceae

Categoria:

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore de até 15 metros de altura, tronco reto. Folhas simples, bordo serreado. Flores pequenas, creme-amareladas, reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo cápsula, arroxeado e também apreciado por muitas espécies de animais silvestres.

Frutificação: Primavera

Propagação: Semente

Encontrada no Brasil, da Amazônia ao Paraná, a mutamba é planta originária da América tropical, podendo ser encontrada em toda região da floresta amazônica, úmida e quente.

Hoje, cientistas e pesquisadores de todo mundo têm seus olhos voltados para a mutamba, nela depositando grandes esperanças na área farmacológica: acredita-se que a planta seja uma rica fonte natural de substâncias como o tanino e antioxidantes químicos, capazes de contribuir para a dissolução de dois males que há muito tempo assolam a humanidade: o câncer e a calvície.

Se realmente forem confirmadas essas propriedades, será mais uma vitória da medicina popular, que há séculos a vem utilizando para variados fins, como o tratamento de males gastrintestinais, diabetes, pressão alta e até doenças venéreas. No México, na Guatemala, no Belize e na Amazônia como um todo, diferentes partes da planta têm sido utilizadas com finalidades medicinais desde os tempos dos maias. Estes foram, provavelmente, os pioneiros no aproveitamento da mutamba, tendo desenvolvido várias técnicas específicas para isso.

Ao que tudo indica, tais propriedades só são encontradas significativamente na casca do tronco da árvore e nas folhas, não nos pequenos e comestíveis frutos. A casca arroxeada, quase negra da mutamba tem um aspecto que, de qualquer maneira, não é dos mais atraentes. Em seu interior, encontra-se uma polpa esbranquiçada e seca, pouco convidativa para que o fruto seja provado.

Diante disso, não surpreende que macacos e outros animais aproveitem muito mais e melhor do que os seres humanos as virtudes alimentares dos frutos da mutamba.

Propriedades medicinais: Adstringente, sudorífera, tônico capilar

Princípios ativos : ariofileno, catequinas, farnesol, friedelina, ácido caurenóico, precoceno I, procianidina B-2, procianidina B-5, procyanidin C-1, e sitosterol, taninos.

Indicações: Afecção parasitária (couro cabeludo, pele), ameba, sífilis, úlcera. A bebida de sementes esmagadas embebido em água é usado para tratar diarréia, disenteria, gripes, tosses, contusões e doenças venéreas. Também é utilizado como diurético e adstringente (Vallejo e Oviedo, 1994). Queda de cabelo e calvície

Contra-indicações/cuidados: Use com cautela e sob supervisão do médico se você tem uma doença cardíaca. Aumento do número de evacuações ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia.

Superdosagem: Doses elevadas ou uso prolongado podem causar náuseas, vómito e disenteria; Caso ocorram, além das medidas usuais para intoxicação, o tratamento sintomático para - vomito, cólica e diarreia, deverá ser instituído e dieta zero.

Toxicologia: Recomenda-se estrita observação das doses terapêuticas recomendadas. A Mutamba é considerada tóxica em uso rtemo, provavelmente peta presença de saponinas; Seu uso deve ser supervisionado por profissional gabaritado.

Efeitos colaterais: dose elevada pode provocar náusea, vômito, disenteria.

História : Mutamba é chamado guasima ou guacima no México, onde ele tem uma história muito longa de uso indígena. Os índios Mixe nas planícies do México usavam uma decocção das cascas secas e frutas para o tratamento de diarréia, hemorragia e dor uterina. Os Maias Huastec do nordeste do México empregam a casca fresca fervida em água para ajudar no parto, na dor gastrointestinal, asma, diarréia e disenteria, ferimentos e febres. Curandeiros maias na Guatemala ferviam a casca em uma decocção para tratar a inflamação do estômago e estômago regular. A mutamba era uma planta mágica para os antigos maias, que também é usada contra a "doença mágica" e malefícios. Na Amazônia, os povos indígenas têm usado há muito tempo a mutamba para a asma, bronquite, diarréia, problemas renais, e sífilis. Eles usam uma decocção de casca topicamente para a calvície, a lepra, Dematosis e outras condições de pele.

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