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Erva ruibarbo

Erva ruibarbo

O ruibarbo (Rheum tanguticum var tanguticum; Rheum palmatum L.) é uma planta comestível mais utilizada como fitoterápico. O nome é uma combinação do grego rha e de barbarum; rha refere-se tanto à planta como ao rio Volga, de onde supostamente é originária.1 Caracterizada por apresentar um caule grosso, folhas grandes (30–40 cm de comprimento), dispostas em grupos basais, cordadas e palmadamente bilobulares.
As flores têm tonalidades que variam entre o vermelho amarelado e o verde-esbranquiçado, agrupadas ao tamanho de um talo alto, e que aparecem durante o verão.

Originária da Ásia, tem sido usado como planta medicinal há milhares de anos, principalmente na medicina chinesa. Como alimento começou a ser utilizado por volta do século XIII, quando chegou à Grã-Bretanha. Ainda hoje é na Grã-Bretanha que se produz e consome a maior parte do ruibarbo.
Só os talos são comestíveis. As folhas não devem ser consumidas, pois têm forte

RUIBARBO - PLANTA MEDICINAL

RUIBARBO - PLANTA MEDICINAL

Rheum palmatum

Descrição : Da família das Polygonaceas ,também conhecida como rui barbo da China. Erva anual de grandes folhas palmadas, ásperas e lobadas, de pequenas flores esverdeadas ou esbranquiçadas e fruto aquênio. Também conhecida como Ruibarbo-da-china.

Partes Utilizadas : Raiz.

Origem : China e Tibet.

Propriedades : É estimulante, hepático.

Indicações : Usado em casos de astenia, afecções hepáticas, biliares, e no para regular as funções intestinais.

Principios Ativos : Glicosídeos, antraquinonas e ácidos (gálico, crisofânico e tânico).

Toxicologia : Não pode ser administrato a gestantes.

Efeitos do ruibarbo

Efeitos do ruibarbo
Adstringente, estomáquico, laxante na região do intestino grosso (em alta dose) [ação laxante após cerca de 8 horas da ingestão].

Indicações do ruibarbo
Uso interno (gotas, comprimidos,...)
Constipação ocasional (utilizar por um curto período), hemorróidas.

Uso externo (solução para aplicar,...)
Aftas

Efeitos secundários
Se consumido em alta dose ou em dose prolongada pode ocorrer perda de eletrólitos no efeito laxante (uso interno) ou então o intestino pode ficar preguiçoso. Na compra de um medicamento, leia a bula e peça orientações a um especialista.

Contra-indicações
Gravidez e aleitamento, em uso interno. Na compra de um medicamento, leia a bula e peça orientações a um especialista.

Interações
Pode haver interação com medicamentos, para o coração, por exemplo, tendo um efeito sobre o potássio (no uso interno). Na compra de um medicamento, leia a bula e peça orientações a um especialista.

Preparações à base de ruibarbo

- Infusão de ruibarbo

- Extrato seco de ruibarbo (rhei extractum siccum normatum)

- Gotas de ruibarbo (preparação contra as aftas)

Onde cresce o ruibarbo?
O ruibarbo cresce na Europa e na Ásia.

Quando o ruibarbo é colhido?
-

Observações
O uso do ruibarbo contra a constipação ocacional se deve aos princípios ativos derivados das antraquinonas. Estas moléculas têm um efeito laxante relativamente forte no intestindo e no cólon, por isso é aconselhado utililzar esta planta por um curto período. Outras plantas como o sene, a frângula e o aloe vera a também têm um efeito laxante graças aos derivados das antraquinonas.

Ervas milenares chinesas invadem a medicina moderna

Usadas há 1.800 anos, podem ajudar a tratar doenças como câncer e diabetes
Com a ajuda de cientistas chineses, o Ocidente está descobrindo os segredos da cura por meio de ervas milenares. Duas pesquisas mostram que as plantas de origem chinesa podem reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia, e até auxiliar no tratamento de câncer e diabetes. Os primeiros testes foram feitos em camundongos. Contudo, os pesquisadores estão confiantes de que os resultados irão ajudar a vida de milhões de pessoas em um futuro próximo.

Diabetes - Um estudo feito na China descobriu que a emodina - um composto natural que pode ser extraído de várias ervas chinesas incluindo Rheum palmatum e Polygonum cuspidatum - pode reduzir o impacto da diabetes tipo 2. Pessoas com esse tipo de doença têm resistência a insulina, hormônio responsável por regular a quantidade de glicose na corrente sanguínea. O tipo 1 da doença ocorre quando o indivíduo não consegue produzir quantidades suficientes da substância.
A pesquisa chinesa, publicada no periódico British Journal of Pharmacology, mostra que camundongos com obesidade induzida tiveram os níveis de glicose no sangue reduzidos e a resistência a insulina alterada ao receberem doses de emodina. Além disso, o tratamento proporcionou níveis saudáveis de lipídio na corrente sanguínea, diminuiu o peso dos animais e reduziu a quantidade geral de gordura.

Esse combo de efeitos benéficos seria perfeito para pacientes com diabetes do tipo 2. Pela primeira vez, foi revelado que a emodina é um potente inibidor seletivo de uma enzima chamada 11ß-HSD1. Essa enzima é a grande vilã da história - ela libera no sangue um hormônio chamado glicocorticoide, responsável por oferecer resistência a insulina. Por causa disso, os pacientes não conseguem retirar o açúcar do sangue, caracterizando o quadro da doença.

"Nosso trabalho mostrou que a extração natural de ervas chinesas pode apontar um caminho para uma nova forma de ajudar pessoas com diabetes tipo 2", disse Ying Leng, chefe da pesquisa e pesquisador da Academia de Ciências de Xangai (China). Agora, os pesquisadores precisam desenvolver substâncias que têm os mesmos efeitos da emodina e verificar se elas poderiam ser usadas como drogas terapêuticas.

Fórmula milenar - Outro estudo, feito nos EUA e conduzido pelo cientista chinês Wing Lam, da Universidade de Yale, utilizou uma combinação de ervas usadas há mais de 1.800 anos pelos chineses para tratar náuseas, vômitos e diarreia. Lam deu a mistura milenar a camundongos com câncer sob tratamento de quimioterapia. Seu trabalho foi publicado no periódico Science Translational Medicine.

A receita, conhecida na China por Huang Qin Tang e nos Estados Unidos por Scutellaria Decoction, conseguiu minimizar os efeitos gastrointestinais do forte coquetel de drogas quimioterápicas, sem diminuir a quantidade de células cancerígenas atacadas pelos compostos químicos da quimioterapia - façanha inédita no tratamento do câncer.

A quimioterapia causa vários efeitos colaterais tóxicos que são tratados com diversos remédios, cada um para um propósito específico, e a fórmula chinesa tem múltiplos compostos que agem sobre várias das causas desses problemas "de uma vez só", segundo o cientista Yung-Chi Cheng, autor sênior do artigo. Os camundongos que receberam a fórmula chinesa perderam menos peso e tiveram seus tumores mais combatidos em relação aos animais que não receberam as doses.

O preparo de ervas reduziu o nível tóxico da quimioterapia, diminuiu as inflamações e promoveu a criação de novas células do intestino. Esses resultados não são vistos com remédios atuais, que normalmente atacam apenas um mecanismo. "Essa combinação de quimioterapia e ervas representa o casamento das abordagens do Ocidente e do Oriente para tratar o câncer

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