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guacatonga.

A guaçatonga (Casearia sylvestris) ou erva-de-bugre é indicada para problemas de ácido úrico, artrite, circulação, depósitos gordurosos, diarreia, dores do peito e do corpo, gastrite, hematoma, inchaço das pernas, inflamação, micose, mau hálito, obesidade, pressão alta, reumatismo, úlceras, além de ser vermífugo e tônico cardíaco.

Para fazer o chá, ferva um litro de água, apague o fago e jogue duas colheres de sopa da erva. Abafe e beba morno. Tome durante o dia.

Externamente, compressas de chá morno da guaçatonga servem para eczema, feridas, picada de inseto, sarna, sapinho e herpes. Nesse caso, prepara-se a infusão com duas colheres de sopa da erva para um copo de água fervente.

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GUAÇATONGA - Casearia sylvestris.

GUAÇATONGA - Casearia sylvestris
A Guaçatonga ou Erva de Bugre é popularmente conhecida como cafezinho-do-mato, pau-de-lagarto, erva-de-bugre, cafeeiro-do-mato, guassatunga e guassatonga. Pertencente à família das Flacurtiáceas (Flacourtiaceae), é uma árvore de tronco tortuoso, com casca de coloração acinzentada e acastanhada, apresentando pequenas fendas superficiais. As folhas são alternas, simples, lanceoladas, ovaladas e elípticas. As flores são numerosas, branco-esverdeadas ou amareladas. O fruto é uma cápsula que se torna vermelha quando madura, apresenta de 2 a 6 sementes envoltas num arilo lanoso, amarelo e comestível. A árvore floresce entre os meses de julho a outubro e frutifica de setembro a dezembro.

INDICAÇÃO: Ácido úrico, artrite, circulação, depósitos gordurosos, diarréia, dores do peito e do corpo, gastrite, hematoma, inchação das pernas, inflamação, micose, mau hálito, obesidade, Pressão alta, reumatismo, tônico cardíaco, úlceras e vermífugo.

COMO FAZER: Coloque de 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.

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Chá de Guaçatonga indicado para tratamentode artrite.

Chá de Guaçatonga indicado para tratamentode artrite, gastrite, aftas, mau hálito, úlceras e reumatismo
A guaçatonga é uma planta medicinal conhecida na medicina popular e aprovada pela ANVISA. Os nomes podem variar: erva-de-bugre, café-do-brejo, pau-de-lagarto e cafezinho-do-mato, mas todos se referem à Casearia sylvestris (veja a imagem). A erva é cicatrizante, calmante, diurética, estimulante, anti-hemorrágica, bactericida e antisséptica. Por isso, o chá preparado com a guaçatonga é indicado para tratar alguns problemas, como: artrite, gastrite, aftas, mau hálito, úlceras e reumatismo. Segue a receita do chá.

Você vai precisar de:
1 litro de água
2 colheres (sopa) de folhas de guaçatonga

Modo de Preparo:

Primeiramente, ferva a água. Quando entrar em ebulição, junte as folhas de guaçatonga, tampe e deixe descansar por 10 minutos. Depois coe e está pronto para tomar.

Posologia

Tomar 3 xícara do chá de guaçatonga diariamente, até que desapareçam o sintomas. O chá também pode ser utilizado em compressas, para cicatrizar feridas.

Cuidados
O remédio não deve ser consumido por mulheres grávidas, pois a erva estimula a contração do útero e pode causar abortos.

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Guaçatonga Utilizada pelos índios.

Guaçatonga
Utilizada pelos índios há muitos anos, a planta conhecida como guaçatonga ou erva de bugre(Casearia sylvestris) agora está ganhando a merecida fama nos meios científicos: está sendo utilizada como princípio ativo na produção de cremes fitoterápicos e homeopáticos para tratamento do herpes labial. O medicamento, que foi testado em 93 pacientes residentes da região de Minas Gerais, mostrou bons resultados: a cicatrização das lesões entre três e quatro dias.

Os poderes cicatrizante, antiviral e antimicrobiano da guaçatonga - já bem conhecidos pelos indígenas - receberam um aval a mais dos pesquisadores Francisco Carlos Groppo e Vivane Goreth Costa Cury, na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), que obtiveram resultados animadores contra uma das doenças virais mais comuns: o hespes labial. "Causada pelo vírus do herpes simples HSV, trata-se de uma patologia de relevância epidemiológica, pois não tem cura e se repete por ciclos. É grande o número de pacientes que procuram os serviços públicos para se livrar rapidamente das lesões, uma vez que é algo doloroso, de aspecto feio. Em alguns casos, inclusive, há dificuldade para comer", explica a dentista.

No estudo, que durou cerca de um ano e meio, foram testados o creme fitoterápico e o homeopático. Para comprovar ainda mais o potencial do medicamento, os pesquisadores utilizaram o creme penciclovir a 1%, utilizado comercialmente no combate a herpes, como grupo controle. Os pacientes foram separados em três grupos de 31 voluntários cada, e os testes foram do tipo duplo cego, ou seja, no transcorrer dos exames não era sabido qual medicamento estava sendo usado em cada paciente. Eles foram codificados e distribuídos pela classificação, o que garantiu maior veracidade às conclusões. "Os resultados apontaram que o creme à base de Casearia sylvestrisacelera o processo de cicatrização. O penciclovir, em geral, induz a cicatrização das lesões na média de cinco dias. Com os cremes de Casearia foram de três a quatro dias, sendo que em alguns voluntários foi possível observar a cicatrização em dois dias", garante a pesquisadora.

Em pacientes dos três grupos observados, cuja recorrência da doença era de dois em dois meses, não se verificou a repetição dos episódios. O herpes é uma doença tida como auto-limitante, o que significa que desaparece usualmente entre 7 e 12 dias em pacientes imunocompetentes, mesmo sem nenhum tratamento. "Normalmente, os pacientes apresentam um a dois episódios de recorrência por ano. Em alguns voluntários do estudo em que a recorrência era de dois em dois meses, foi possível verificar que houve inicialmente um aumento do intervalo entre os episódios. Nenhum desses voluntários apresentou recorrência das lesões durante o estudo", exemplifica. Em rzaão do período de dois anos para a conclusão da pesquisa não foi possível avaliar o comportamento dos cremes em relação à diminuição de recorrências. Mas, na opinião da pesquisadora, as observações descritas podem ser consideradas como indícios de bons resultados. São necessários, no entanto, outros experimentos para avaliação do potencial.

A nova pomada está sendo patenteada pela Agência de Inovação da Unicamp e brevemente estará disponível para transferência da tecnologia para a indústria. O trabalho compõe a dissertação de mestrado de Viviane "Eficácia terapêutica da Casearia sylvestris sobre herpes labial e aplicabilidade em saúde coletiva".

Mas a ciência não está se rendendo à guaçatonga apenas no tratamento contra herpes labial. Estudos também estão comprovando sua eficácia contra úlceras gástricas-duodenais, causadas por estresse ou maus hábitos alimentares. Os pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da UNESP, campus de Araraquara, André Gonzaga dos Santos, Aristeu Gomes Tininis e Vanderlan da Silva Bolzani, e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) obtiveram sucesso na cicatrização de úlceras gástricas induzidas em animais de laboratório, utilizando substâncias obtidas de um extrato de folhas secas da Casearia sylvestris.

Eles identificaram, isolaram e avaliaram princípios ativos relacionados com a atividade antiúlcera. De acordo com um dos integrantes da pesquisa na UNESP, o farmacêutico Alberto José Cavalheiro, a principal vantagem de um novo medicamento à base de extrato da guaçatonga seria a sua ação rápida, sem causar efeitos colaterais - como a alteração do pH no estômago e a indução de contração uterina, o que impede o uso pelas gestantes - geralmente provocados pelos remédios tradicionais hoje disponíveis no mercado. "A velocidade de cicatrização de úlcera crônica induzida experimentalmente em ratos foi mais rápida com o extrato da guaçatonga do que a dos medicamentos mais utilizados", avaliou. Cavalheiro, junto com Jayme Sertié e Ricardo Woisky, da USP, acaba de registrar o pedido de patenteamento do achado junto ao Instituto Nacional e Patentes Industriais (Inpi), com o auxílio do Nuplitec - Núcleo de Patenteamento e Licenciamento de Tecnologia da Fapesp. O próximo passo é aguardar os resultados dos ensaios clínicos e dos testes de toxicidade para avaliar a viabilidade do uso dos compostos em seres humanos.

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