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cha de mulungu.

Saiba quais as propriedades do chá de mulungu

Mulungu (Erythrina mulungu) é uma árvore de aparência muito bonita, com flores de cor coral alaranjadas, comum na região central do Brasil. É muito comum crescer espontaneamente. Tem casca com diversas propriedades e é bastante usada em chás e tratamentos diversos.
Indicações

No Brasil, sua maior aplicação se dá nos casos de estresse e relacionados ao sistema nervoso, já que é conhecida por estabilizar o sistema nervoso central.

Seu chá é muito usado para tratar tosses, asma e coqueluche, também nos casos de dores reumáticas, nevralgias crônicas. Além disso, nos casos de afecções hepáticas, costuma ser muito eficiente, já que seu poder antioxidante consegue equilibrar, tonificar e fortalecer o fígado.
Nos casos de deficiências e problemas cardíacos, o uso desta planta pode influenciar positivamente, regulando o ritmo cardíaco e ajudando a baixar a pressão arterial.
Mulungu ajuda a parar de fumar!

Vários estudos sobre as substâncias presentes na casca do mulungu revelam que elas tem grandes quantidades de flavonóides, alcalóides e triterpenos. Um desses alcalóides, a erisodina, bloqueia os receptores de nicotina, por isso, o chá de mulungu passou a ser a fórmula medicinal natural para quem quer se livrar do vício do tabagismo. Antes, a kava kava era a melhor indicação, mas, seus efeitos colaterais prejudiciais ao fígado passaram a restringir seu uso. Como o mulungu, além de possuir a erisodina, ainda tem poderes calmantes, que evitam a ansiedade e beneficiar o fígado, passou a ser considerado o substituto da kava kava no tratamento antitabagismo.

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Chá de mulungú, analgésico.

Chá de mulungú, analgésico

Já ouviu falar do mulungu? Essa árvore com um nome bem peculiar aparece no Brasil, Bolívia e Peru e aqui ela recebe outros nomes também: amansa-senhor, bico-de-papagaio, canivete, corticeira, etc. Dentre seus benefícios, podemos citar:

Atua como analgésica, ou seja, ajuda no combate a dores
Diurético
Hipotensivo (abaixa a pressão)
Antitussígeno (auxilia no combate à tosse)
Expectorante (ajuda a eliminar excesso de muco no pulmão)
Antiasmático (ajuda no combate à asma)
Narcótico (ajuda a adormecer e diminuir a sensibilidade, ou seja, anestesiar)
Tranquilizante
Sedativo (induz o sono)
Anti-inflamatório
Bactericida
Por conta dessas propriedades, seus principais usos são:

Inquietação
Asma
Bronquite asmática
Neurose
Insônia
Palpitação
Tosse
Dor reumática
Dores musculares
Depressão (em que os sintomas são inquietação, irritabilidade)
Excessos e contraindicações: mulheres grávidas ou em período de amamentação não devem tomar esse chá. Pessoas com problema de pressão baixa ou que tomam remédio para pressão devem ter cuidado, é importante consultar um médico antes de tomar. A ingestão diária não deve ultrapassar 3 xícaras de chá. O uso excessivo do mulungu pode causar depressão, paralisia muscular. Quem opera máquinas ou vai dirigir não deve tomar mulungu, pois a sonolência e sedação pode provocar acidentes.
Conheci o mulungú através da minha irmã e quis usá-lo justamente por ter muitas dificuldades para dormir e por ser uma pessoa com a mente extremamente inquieta. No entanto, por eu ter pressão baixa, eu consigo tomar no máximo uma xícara de chá (mais que isso passo mal), e a quantidade usada é pouca, um pequeno punhado (pego com o dedo indicador e polegar). O modo de fazer é muito fácil, como qualquer chá: aqueça a água até quase ferver (quando está "dando de querer" sair bolhas), desligue o fogo, coloque a erva, tampe e deixe lá por 2 – 5 minutos. Coe e beba, sem adoçar.

O efeito do mulungú varia de pessoa para pessoa. Em alguns pode induzir o sono de maneira bastante eficaz, em outros de maneira menos eficaz, mas o mais importante é que ele facilita que peguemos no sono. O gosto não é forte, caso queiram saber, eu acho diferente, mas nada intragável.

Vale lembrar que ele não deve ser tomado por mais que três dias seguidos (eu não sei exatamente o motivo, mas eu li isso em algum lugar), então é bacana você alterná-lo com o chá de camomila. Se você tem dificuldades para dormir, acho que não custa nada tentar!

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Chá de mulungu Erythrina verna.

Chá de mulungu
Podemos usar mulungu (Erythrina verna) também para acalmar os ânimos: seja por ansiedade ou insônia, desde que em form mais leve, o mulungu atua como calmante suave. A receita aqui descrita está conforme regulamentação da ANVISA. Confira:
Você vai precisar de:

4 a 6 g (de duas a três colheres de sobremesa) da casca do mulungu
150 ml (uma xícara de chá) de água
Modo de Preparo:

Como se trata de uma parte mais dura da planta, para retirar as propriedades do mulungu, deve-se colocar a casca para ferver junto com a água por alguns minutos.
Posologia

Beber uma xícara do chá de duas a três vezes ao dia
Cuidados

Não utilizar mais do que três dias seguidos.

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Mulungu é uma árvore versátil.

Mulungu é uma árvore versátil
Essa árvore, de flores vibrantes, tem aplicação no paisagismo, na recomposição florestal, além de ser útil para a fauna
Os meses de julho e agosto são fortemente marcados pela vegetação seca, com pouca comida para os bichos e quase nenhuma chuva em extensas regiões do Brasil. Pois é justamente nesse período de escassez que os mulungus (gênero Erythrina) destacam-se na paisagem. Ao lado dos ipês, os mulungus florescem muito antes de as águas de primavera chegarem. E, como os ipês, os mulungus também perdem suas folhas, enchendo seus ramos apenas de flores, cheios de cor, enfeitados e atraentes.

Não é por acaso, portanto, que estão entre preferidas de muitos paisagistas. Sobretudo quando a intenção é compor um jardim com flores em todas as estações do ano, pois são poucos os 'coringas' de inverno.

Antes de falar mais sobre as curiosidades dos mulungus é preciso apresentá-los de forma apropriada. Muitos são os nomes comuns usados indistintamente para várias espécies: murungu, bico-de-lacre, amansa-senhor, árvore-de-coral, bico-de-papagaio, canivete, capa-homem, corticeira, flor-de-coral, suína, suinã, tiricero. E várias são as espécies de ocorrência no Brasil, sendo as mais conhecidas Erythrina mulungu, E. verna, E. falcata e E. poeppigiana. No mundo, o gênero Erythrina possui cerca de 120 espécies atualmente conhecidas, conforme o engenheiro agrônomo Demóstenes Ferreira da Silva Filho, professor de silvicultura urbana na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em Piracicaba, interior paulista.

Os mulungus nativos mais abundantes se distribuem por Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo (E. mulungu); pelo semi-árido de Minas, nas áreas mais secas de São Paulo e Paraná, e também na Caatinga nordestina (E. velutina); do Maranhão ao Rio Grande do Sul (E. crista-galli); e ainda por Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul (E. falcata).

O fato de florescerem em plena estação seca é vital para muitos animais. Conforme a espécie e a região, o colorido de suas flores varia do vermelho-vivo ao laranja um pouco mais claro ou mais puxado para o tijolo, ou ainda meio rosado. Seja qual for o tom, atrai insetos e aves em busca de néctar.Como seria de supor, as flores são bastante freqüentadas por colibris e beija-flores, que cumprem a função de polinizadores. Até lagartos as visitam, conforme observaram os pesquisadores Ivan Sazima, Marlies Sazima e Cristina Sazima, em Fernando de Noronha. Na ilha principal do arquipélago, ocorre a espécie E. velutina, de flores alaranjadas. No continente, em área de Mata Atlântica, papagaios e periquitos preferem fazer suas refeições no alto do mulungu E. falcata, indicado para reflorestamentos ao longo dos rios e em encostas úmidas.

Outra das espécies originárias da Mata Atlântica bastante cultivada como ornamental é E. verna, considerada uma das mais espetaculares. Fácil de multiplicar, está presente nas paisagens urbanas e é também recomendada para a importante função ecológica de recuperar áreas degradadas.

"Em frente ao prédio da Química, no campus da universidade, temos 2 exemplares do gênero Erythrina com mais de 50 anos e que estão muito bem pela idade que apresentam", relata Demóstenes. No intuito de orientar a comunidade universitária e também os moradores das redondezas que costumam freqüentar o campus, entre os anos de 1994 e 1996 foi desenvolvido na universidade o projeto Trilhas do Parque da Esalq, com percursos de visitação, descrevendo o que há para ser conhecido e apreciado. Uma série didática de livretos, usados até hoje, indica 7 roteiros com mapas e as espécies arbóreas presentes no parque. E os mulungus fazem parte de duas publicações: Árvores úteis e Árvores medicinais.

No critério utilidade, sobressaem por possuir madeira resistente a agentes decompositores, como cupins. Já no quesito medicinal, a lista é bem mais extensa. Segundo o professor Demóstenes, E. mulungu é popularmente utilizada contra tosse e pode ser usada contra histeria, dores reumáticas, afecções hepáticas, nevralgias crônicas, asma e coqueluche. Mas o chá de sua casca costuma ser mais procurado por quem sofre de insônia, tido como um sedativo de ação suave que acalma o sistema nervoso. Muito de sua eficácia ainda depende de comprovação científica e por isso é sempre recomendável consultar um especialista antes de partir para a automedicação. E, cuidado, "as sementes são tóxicas", alerta o livro Plantas Medicinais do Brasil, de Harri Lorenzi e F.J. Abreu Matos, onde ainda consta a seguinte recomendação: "O amplo emprego desta planta nas práticas caseiras da medicina popular e, inclusive, na indústria de fitoterápicos é motivo suficiente para sua escolha como tema de estudos químicos, farmacológicos e clínicos visando completar sua validação como medicamento eficaz e seguro".

Outro aspecto um tanto singular do mulungu é sua utilização em rituais religiosos afro-brasileiros. As folhas servem para o chamado descarrego e a semente, de um vermelho vibrante, é símbolo de oferenda no candomblé.

Procurando pelas lojas e boxes de produtos religiosos e ervas medicinais do Mercado Municipal de Campinas, demorei a descobrir por que pouca gente conhecia a semente. Uma vendedora decifrou: "Ah, você está falando de fava-de-Ogum, este é o nome mais comum aqui". Tem o tamanho aproximado de um feijão-branco, com formato oval. Conforme explica Raquel Nascimento, comerciante nesse ramo há 42 anos, a fava-de-Ogum é usada para enfeitar os pratos de comida usados como oferenda aos orixás, as divindades religiosas. "Ogum seria o correspondente a São Jorge e é um dos principais orixás", ensina ela.

Em outra loja, logo ao lado, encontrei ainda um pacotinho com as cascas de mulungu para o chá. "Se você tiver muito problema para dormir use 2 cascas para meio litro de água, mas é forte! Senão, pode fazer em 1 litro de água e tomar durante o dia", receita a vendedora Elizângela Bertouza, consultando um livro que, de tão antigo e usado, já nem tem mais a capa. Da publicação consta que "o extrato da casca usa-se em banhos para acalmar a excitação do sistema nervoso e também para combater as insônias."

E se você pensa que acabam por aqui as utilidades do mulungu, saiba que as sementes são bastante aproveitadas na confecção de biojóias, as bijuterias feitas com matéria-prima natural, presentes em lojas de artesanato, shoppings e mesmo em boutiques mais sofisticadas. De quebra, essa árvore tão versátil ainda dá nome a três municípios brasileiros: Mulungu, na Paraíba, Mulungu, no Ceará, e Mulungu do Morro, na Bahia.

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Chas

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