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Chá de Pata de Vaca

Chá de Pata de Vaca

Pata de vaca, Bauhinia foticata, é uma planta medicinal conhecida também como mão de vaca, pata ou unha de boi. É utilizada no tratamento das diabetes. A pata-de-vaca é uma árvore brasileira nativa da mata Atlântica, com um troco espinhoso, chegando a medir de 8 a 9 metros de altura. Produz flores grandes e exóticas, geralmente brancas, mas algumas vezes podem adquirir a tonalidade avermelhada. Propriedades Analgésica, depurativa, diurética, hiperglicêmica, laxante, purgativa e vermífuga. Indicações É indicada em casos de cálculos na bexiga ou nos rins, diabetes, hipertensão arterial, hemofilia, anemia, tratamento para obesidade, doenças do coração e doenças urinárias. Contra-indicação Gravidez, mulheres em fase de amamentação e indivíduos hiperglicêmicos. Efeitos colaterais Pode aumentar o efeito de medicamentos anti-diabéticos.

O uso do chá de pata de vaca no tratamento do diabetes

O uso do chá de pata de vaca no tratamento do diabetes Postado em 2 de outubro de 2012 por Farmácia Dassette - na categoria diabetes, O uso do chá de pata de vaca no controle do diabetes é um tratamento alternativo comumente usado pela população. Não é difícil encontrar pessoas que utilizam a infusão e que garantem sua eficácia. Por outro lado, médicos afirmam que o uso da planta é perigoso e pode acarretar problemas sérios nos portadores do diabetes. A planta, de origem asiática, recebeu esse nome em razão da semelhança de suas folhas às patas do bovino. De acordo com a Dra. Luciana Pechmann, endocrinologista do Centro de Diabetes Curitiba, há uma carência de dados científicos confiáveis que comprovem a eficácia e segurança do uso da planta. Não existe nenhuma pesquisa que tenha realizado testes que avaliem os efeitos da pata de vaca em seres humanos. Por isso, seu uso se torna perigoso, já que não se tem conhecimentos dos efeitos colaterais, se pode reagir de maneira negativa com medicamentos ou até mesmo se o uso contínuo pode trazer algum dano. É de conhecimento da comunidade científica que a planta, de fato, tem propriedades que ajudam a baixar os níveis de glicose. Em um estudo realizado na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), pesquisadores encontraram nas folhas da pata de vaca uma proteína que é estruturalmente parecida com a insulina bovina. Na pesquisa, coordenada pelo professor José Xavier Filho, a semelhança entre as substâncias levantou a possibilidade da molécula encontrada funcionar como as produzidas no corpo humano. O ensaio acabou por instigar a comunidade científica, o que acarretou em uma série de novos estudos envolvendo outros tipos de planta. Mesmo assim, pela falta de exames que comprovem os efeitos da planta e que posam expor todos os efeitos colaterais, muitos especialistas são contra qualquer tipo de uso da substância. Para Pechmann, o importante é o paciente com diabetes seguir as recomendações médicas com o uso de medicamentos prescritos pelos especialistas.

Benefícios e cuidados com o chá de "pata de vaca

Benefícios e cuidados com o chá de "pata de vaca O que é "pata de vaca", afinal? É uma árvore brasileira, bauhinia variegata, muito usada em paisagismo, por causa de suas belas flores e folhagem, cujo formato das folhas lembra a pata dos bovinos. É muito conhecida na medicina popular como benéfica para tratamentos da diabetes. A sabedoria popular foi confirmada em pesquisas numa universidade de Brasília, quando os pesquisadores concluíram que a planta realmente tem poderes de estimular a produção de insulina, que é o hormônio regulador da penetração de glicose nas células. Além disso, outras são as propriedades dessa planta: diurética; depurativa; analgésica; ajuda no emagrecimento; previne e trata anemia; trata doenças de rins, fígado, vesícula, estômago e baço; diarreia; diurese; gota; hemofilia; doenças de coração; doenças urinárias; hipertensão arterial; estimula apetite; cálculos na bexiga.

A poderosa e perigosa pata-de-vaca

A poderosa e perigosa pata-de-vaca Pesquisadores da UnB buscam, em planta comum do cerrado, compostos que estimulem a ação da insulina e controlem os níveis de glicose no sangue, o que ajudaria a combater o diabetes. Extrato, porém, tem receptores que ampliam o risco de tumores de útero e de mama » Carlos Tavares Desde o começo do século 19, curandeiros brasileiros usam o cozimento de suas folhas para fazer uma infusão milagrosa, segundo a crença popular. Dizem que o chá de suas folhas e um banho impregnado por suas essências curam a lepra e furúnculos, neutralizam o efeito de venenos de picadas de cobras e regulam a temperatura e a pressão do corpo. Ainda hoje, a pata-de-vaca mantém a fama e é possível encontrar - com facilidade - em feiras e lojas de produtos naturais recipientes com seus sais poderosos, assim como ocorre com uma infinidade de plantas da farmacopeia brasileira. Já há algum tempo, é referência científica quando se fala em diabetes. É preciso, porém, muito cuidado. Profissionais da área de saúde, sobretudo químicos e farmacêuticos - que conhecem a maioria de seus compostos e estudam a planta -, não recomendam a ingestão de seu chá sem a consulta prévia a um médico. "Pode haver um composto tóxico e, em vez fazer bem, vai fazer mal à pessoa que o ingere", adverte Cíntia Alves de Matos Silva, doutoranda em farmacologia molecular da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FCS/UnB), que desenvolve uma tese inspirada nos poderes curativos da Bauhinia variegata - nome científico de uma das 300 espécies de pata-de-vaca, ou unha-de-vaca, conhecidas no Brasil. Cintia é uma das dezenas de pesquisadores no país que esmiuçam os segredos moleculares da planta nativa da China e da Índia. Ela começou a estudar a bauínia há três anos - em busca de uma molécula que estimule a produção de insulina -, sob a orientação do professor Francisco de Assis Rocha Neves, coordenador do Departamento de Farmacologia Molecular da FCS/UnB. Rocha Neves, por sua vez, também faz suas advertências em relação ao chá da planta. "Há estudos que apontam para a existência de compostos na planta responsáveis por ativar receptores que ampliam o risco de cânceres de útero e de mama, por exemplo", destaca o pesquisador da UnB. Com reconhecida experiência no meio acadêmico e fama de incansável perseguidor de compostos químicos com potencial para futuros medicamentos fitoterápicos, o professor comenta que o grupo liderado por ele e Cíntia está quebrando a cabeça para encontrar substâncias ativadoras do receptor PPAR-Gama - que pilota o controle dos níveis de glicose no sangue. "Estamos perto, sim, já houve avanços significativos na pesquisa, mas não sabemos ainda precisar o tempo de sua conclusão", acentua Rocha Neves, referindo-se à molécula ideal. O que se precisa neste país é apoio à pesquisa e à produção de medicamentos à base de plantas" Cíntia Alves de Matos Silva, doutoranda Apesar da postura cautelosa que os cientistas assumem, eles sabem que, hoje, o acesso ao conhecimento da arquitetura dos elementos químicos e a outras ferramentas importantes num laboratório se dá em níveis tão sofisticados que é possível modificar, sem grandes dificuldades, o labirinto molecular dos extratos da planta (de qualquer planta). "É possível fragmentar esse extrato com maior precisão e purificá-lo ao ponto de eliminar por completo a existência dessas ameaças à saúde", afirma a pesquisadora. Em busca do ideal Rocha Neves é da linha de pesquisadores que acreditam no empenho e na sorte. Ele passou para seus alunos o DNA da crença de que "toda pesquisa precisa de um pouco de sorte". Tanto que Cíntia também persevera: "Creio que já podemos dizer que muito em breve vamos localizar o composto que estimula a ação da insulina e controla os níveis de glicose", afirma, mas pondera que esta certeza pode ser diluída no tempo em caso de mudança de rumos no estudo - o que é muito comum nas bancadas da vida. "Estamos na fase de fragmentação de seus compostos (da pata-de-vaca), mas, se houver um problema com esses elementos, é possível que tenhamos de alterar os métodos de trabalho. É possível que tenhamos de mudar a espécie da planta que pesquisamos, entre outras surpresas, como também é possível que não se trate de um só composto o que buscamos, mas de um conjunto de cinco, 10 que ativem o receptor", pondera. Quando o trabalho chega a esse ponto, de fracionamento de compostos, afirma-se que a pesquisa atinge a fase de biomonitoramento, sob a coordenação da professora Dámares Silveira. Durante essa etapa - precedida de outras que comprovam em ratos a existência de substâncias no chá da planta que controlam o nível de glicose -, colhe-se uma quantidade determinada de folhas de pata-de-vaca, seca-se o material e em seguida obtém-se o seu extrato numa fervura com água a 50ºC. "Não deixamos ir a 100ºC para preservar as moléculas", explica Cintia. Numa outra sequência de trabalho, filtra-se o extrato, em estado sólido, e seus compostos são analisados em cultura de células. É nesta etapa que se dá com mais visibilidade a orientação de Rocha Neves e onde se inicia a fragmentação dos compostos ou a garimpagem de moléculas que podem ou não atuar no PPAR-Gama. "Temos de enxergar melhor a estrutura molecular do receptor para ver qual composto se liga a ele e facilita a ação da insulina", comenta Cíntia. Muitas vezes, a prática científica acadêmica assume a forma de uma corrida de revezamento ou de um time de futebol em que o resultado final depende um pouco do trabalho de cada um. No caso da pesquisadora da FCS/UnB, os limites de sua investigação vão até a localização do composto ideal para despertar o receptor de glicose; a partir desse ponto, cujas pesquisas envolvem exames de toxicidade, ensaios biológicos, pré-clínicos e clínicos, em humanos, até a obtenção de um medicamento, entra em cena um outro grupo de pesquisadores. Segundo Cíntia, em geral, demora-se de 15 a 20 anos para se alcançar a produção de uma droga fitoterápica. A família desse tipo de medicamento ocupa um lugar especial na coleção de produtos farmacêuticos, porque os custos de produção são reduzidos e os efeitos colaterais menos danosos à saúde humana. Começa pela fonte coleta do produto, que no caso da UnB é rica em bosques de pata-de-vaca, sobretudo das duas espécies mais usadas em laboratórios, a variegata e a forficata. São as mais pesquisadas no Brasil, por serem as mais ricas em compostos que ativam o receptor da diabetes. Para Cíntia, os fitoterápicos são mais eficazes e mais seguros. "O que se precisa neste país é apoio à pesquisa e à produção de medicamentos à base de plantas", sentencia a pesquisadora da UnB. Belas e resistentes As bauínias pertencem à família das leguminosas casalpináceas, a mesma do pau-brasil. Espalham-se pela zona tropical do mundo inteiro. Elas são chamadas de pata-de-vaca por causa de seu formato. São plantas que crescem rápido, atingem cerca de 3m em dois anos e se adaptam facilmente em áreas abertas, sob o sol. A altura máxima não ultrapassa os 10m. São originárias da Ásia e quase todas as espécies brasileiras possuem espinho e têm flores brancas e lilás, que chamam a atenção por sua beleza. Entre elas, as mais comuns são a Bauhinia candicans, a Bauhinia forficata e a Bauhinia variegata. As folhas da pata-de-vaca são utilizadas tradicionalmente no Brasil com fins curativos. Pesquisas farmacológicas comprovaram que as espécies variegata e forficata possuem a propriedade de diminuir a taxa de glicose no sangue. Uma redução sazonal Em geral, recomenda-se colher as folhas da pata-de-vaca para pesquisa antes da floração, que ocorre na primavera e no verão - de setembro a dezembro -, e, em seguida, secá-las pelo processo de liofilização, que significa desidratar vegetais por aquecimento, via fornos, túneis ou estufas. Um dos problemas enfrentados atualmente pelos pesquisadores do Departamento de Farmacologia Molecular da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FCS/UnB) é a descoberta, um pouco incômoda, de que ocorre uma brusca queda de atividade dos compostos químicos que influenciam o PPAR-Gama em períodos chuvosos. Ainda não se sabe se isso ocorre apenas com as variedades forficata e variegata ou se ocorre com todas as 300 espécies conhecidas pelos botânicos no Brasil. Pela experiência do professor Francisco Rocha Neves e da doutoranda Cintia de Matos, é preciso verificar se o fenômeno da redução de atividade dos compostos, logo nas espécies mais pesquisadas, por serem aquelas que mais possuem chances de equilibrar o fluxo de insulina e combater a diabetes, é privilégio da região do cerrado ou não. É preciso investigar detalhadamente o fato e cercar o novo tema, o que não deixa de ser uma ocupação de tempo a mais numa pesquisa que tem tudo para dar certo. "Temos de pesar todas as possibilidades e achar uma resposta", diz Cintia, diante da novidade. Se, durante o inverno, os compostos químicos da folha de pata-de-vaca caem de produção e suas atividades de condutora do receptor-chave do diabetes perdem força, durante a seca no Distrito Federal esses níveis de movimentação molecular atingem seu pico. Outras partes da pata-de-vaca estão sendo pesquisadas na UnB, como o caule, as flores, os galhos, a casca e até os fungos existentes nas folhas. "Essa planta é mesmo muito rica em qualidades medicinais", atesta Cíntia, que se apaixonou pelas bauínias e lamenta não morar numa casa para poder cultivar a espécie (CT).

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