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Aloe Vera.

Aloe succotrina e Aloe vera são espécies de plantas conhecidas popularmente como babosa e aloés1 . São nativas do norte de África. Encontram-se catalogadas mais de 200 espécies de Aloe. Deste universo, apenas 4 espécies são seguras para uso em seres humanos, dentre as quais destacam-se a Aloe arborensis e a Aloe barbadensis Miller, sendo esta última reconhecida como a espécie de maior concentração de nutrientes no gel da folha.
Pela legislação brasileira, somente cosméticos e medicamentos fitoterápicos podem ser fabricados industrialmente a partir da planta. Alimentos à base de babosa, como sucos e isotônicos vendidos em outros países, no entanto, já estão autorizados a serem produzidos, pois já foram feitas pesquisas relacionadas a segurança alimentar.

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Aloe Vera O que é?

Aloe Vera O que é:

Aloe Vera, popularmente chamada de Babosa é uma planta medicinal, amplamente utilizada em tratamentos de beleza em forma de gel, mas também têm indicações para o tratamento de diversas doenças que variam desde uma simples infecção até ao câncer, devendo para tal ser consumida em forma de suco.

Propriedades da Aloe Vera

Laxante, adstringente, anestésica, anticancerígena, anti-hemorrágica, antiinflamatória, bactericida, cicatrizante, hidratante e fungicida.

Para que serve a Aloe Vera

A babosa é bom para acne, queda de cabelo, anemia, arteriosclerose, artrite, constipação, dor de cabeça, dor muscular, hidratar a pele, inflamações, prisão de ventre e problemas digestivos.

Modo de uso da Aloe Vera

Gel de Aloe Vera: Abre-se a folha, retira-se o gel e misture no liquidificador na proporção de 1 colher de gel para 1 copo de água. Aplique na região a ser tratada.
Suco de Aloe Vera: Abra duas folhas da Aloe vera do gênero Barbadensis miller e retire sua polpa e misture no liquidificador adoçado com mel e 1 maçã, na proporção de 100g da polpa para 1 litro de água. Beba várias vezes durante o dia.
Contraindicações da Aloe Vera

A babosa não deve ser consumida por grávidas pois pode levar ao aborto.

Atenção: É muito importante que o indivíduo certifique-se de que a Aloe vera é a do tipo Barbadensis miller, pois esta é a mais indicada para o consumo humano As outras podem ser tóxicas e não devem ser consumidas.

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Aloe vera pode causar tumor.

Aloe vera pode causar tumor
O extrato da planta, chamada de babosa pelos brasileiros, causou tumores em ratos que o consumiram durante dois anos
A Aloe vera – conhecida no Brasil como babosa – é comumente usada para fins medicinais e estéticos, por conta de seus diversos nutrientes. Por outro lado, o Programa Nacional de Toxicologia (NTP), dos Estados Unidos, fez um estudo em que ratos desenvolveram tumores após receber água fortificada com extrato da planta, segundo reportagem da New Scientist.
No experimento, os roedores receberam durante dois anos uma mistura de 1,5% de extrato de folhas de Aloe barbadensis e o restante de água. Depois, foi constatado que, entre estes ratos, 39% das fêmeas e 74% dos machos apresentavam tumores malignos ou benignos em seu intestino. Já entre os ratos que beberam água potável pura, nenhum desenvolveu qualquer tipo de tumor.

Ainda assim, não é claro o que esses resultados podem significar para o consumo de produtos que contenham Aloe Vera por seres humanos.

"Estamos procurando desenvolver uma próxima rodada de experiências. Queremos relacionar os resultados com os produtos comerciais que estão lá fora.", afirma Daniel Fabricant, da Administração de Alimentação e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos, que contribuiu com a pesquisa.

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Consumo de alimentos à base de aloe vera.

Consumo de alimentos à base de aloe vera
Dessas 200 espécies apenas 4 são seguras para uso em humanos destacando Aloe arborensis e a Aloe barbadensis (Miller). Esta última é a espécie reconhecida com a maior concentração de nutrientes no gel de sua folha.

Há muitos anos a aloe vera vem sendo utilizada para diversos fins medicinais e geralmente para problemas de pele como: acne, queimaduras, psoríase, hanseníase, etc. O uso dessa planta era comum na antiguidade, pois pesquisadores encontraram relatos de seu uso entre civilizações antigas como os egípcios, gregos, chineses, macedônios, japoneses e até mesmo citações na Bíblia foram mencionadas.

Reconhecida como um poderoso regenerador e antioxidante natural, possui também propriedades antibacteriana, cicatrizante, capacidade de reidratar o tecido capilar ou dérmico danificado por uma queimadura ou outros problemas na derme. A babosa quando aplicada sobre uma queimadura ajuda rapidamente a retirar a dor pelo seu efeito reidratante e calmante.

No Brasil representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Anvisa têm discutido sobre o uso da aloe vera como alimento. Isso porque não há um número suficiente de pesquisas cientificas que comprovem sua segurança para a saúde do consumidor.

No entanto, a aloe vera tem sido empregada em alguns países como suplemento indicado e vendido para tratamento de obesidade, hiperlipidemia (excesso de gordura no sangue) e acne (Wang et al., 2002). O uso interno do gel é regulamentado como suplemento dietético nos EUA (Code of Federal Regulations,1991) e Europa (Council of Europe, 1981). O uso do suco da folhas como alimento, entretanto, não é permitido no Japão (Shioda et al., 2003). Pela Legislação Brasileira somente cosméticos e medicamentos fitoterápicos podem ser fabricados industrialmente a partir da planta. Alimentos como suco e isotônico vendidos em outros países não têm sua produção autorizada no Brasil. .

Consumo de alimentos à base de aloe vera não é seguro

Informe publicado em novembro de 2011 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aponta que alimentos e sucos à base de aloe vera não devem ser consumidos pela população. Isso porque como já mencionado acima não há comprovação de segurança do consumo desses alimentos.

No Brasil a aloe vera tem o uso autorizado somente em produtos cosméticos e em medicamentos fitoterápicos de uso tópico com função cicatrizante. Para ser classificada na categoria de "novos alimentos", a aloe vera precisa de registro junto à Anvisa para então poder ser comercializada dessa forma.

No entanto, todos os documentos científicos apresentados para a Anvisa, em pedidos de registro de alimentos à base aloe vera foram insuficientes para comprovar que o consumo desses alimentos não represente risco para a saúde da população. A Agência constatou ainda a ausência de estudos toxicológicos sobre esse produto.

O informe técnico indica que as substâncias antraceno e antraquinona presentes na aloe vera são mutagênicas, ou seja, podem causar mutação nas células humanas. Segundo o documento, a aloe vera apresenta produtos de biotransformação potencialmente tóxicos. Assim não possuem efeitos somente imediatos e facilmente correlacionados com sua ingestão, mas também efeitos que se instalam em longo prazo e de forma assintomática, podendo levar a um quadro clínico severo, algumas vezes fatal.

Ingestão de aloe vera: consequências

Alguns autores associam a ingestão de aloe vera com diarreia, disfunção do rim, dermatites, entre outras. Em geral é preciso cuidado com o uso interno a longo prazo.

Um estudo publicado pelo Journal of Environmental Science and Health Part C-Envitonmental Carcinogrnesis & Ecotoxicology Reviews 2010 mostrou uma avaliação das propriedades biológicas e toxicológicas de Aloe barbadensis (Miller), aloe vera. O estudo mostrou que a planta é fonte de dois produtos, gel e látex, que são obtidos a partir de suas folhas carnudas. Possui potenciais atividades biológicas e toxicológicas, no entanto, a ingestão de aloe vera é associada com diarreia e *desequilíbrio eletrolítico, disfunção renal e interações medicamentosas convencionais. Outros relatos como dermatite de contato (reação inflamatória na pele), eritema (vermelhidão/doença inflamatória da pele) e fototoxicidade (espécie de queimadura solar) foram identificados a partir de aplicações tópicas.

Outro estudo publicado em 2008 pela Society for Applied Microbiology, concluiu que a aloe vera possuí atividade bacteriogenica in vitro e alterou a produção de ácidos acético, butírico e propiônico por micro-organismos selecionados para o estudo.

Babosa e sua comercialização

Atualmente é comum encontrar produtos de venda livre em farmácias, drogarias, supermercados ou até em detergentes, xampus e condicionadores. Apesar de alegações sobre possíveis propriedades curativas da aloe, não existem estudos que comprovem essas afirmações.

Diante da falta de um numero suficiente de pesquisas que comprovem seus beneficios à saúde, minha recomendaçao é que não façam automedicação desse produto, pois muitas vezes os danos causados ao organismo poderão ser irreversiveis.

*Os distúrbios eletrolíticos mais graves envolvem anormalidades nos níveis de sódio, potássio e/ou cálcio

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