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Vegetarianismo e ciência.

Vegetarianismo e Ciência - Um Posto de Vista Médico Sobre a Alimentação Sem Carne
Fruto de um extenso período de estudos e da revisão de mais de 2.000 artigos científicos, "Vegetarianismo e Ciência" mostra o impacto da dieta vegetariana na saúde do ponto de vista médico.

Nesta obra, o doutor Julio César Acosta Navarro examina atentamente as relações entre os diferentes tipos de alimentação e diversas patologias humanas, abrangendo ainda temas como potência sexual e dieta, atividade mental e dieta, envelhecimento, longevidade e regime alimentar como fator crítico na evolução da humanidade. Uma leitura instrutiva para leigos e especialistas.

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Vegetarianismo e ciência Fruto de um extenso período de estudos .

Vegetarianismo e ciência
Fruto de um extenso período de estudos e da revisão de mais de 2.000 artigos científicos, Vegetarianismo e ciência mostra o impacto da dieta vegetariana na saúde do ponto de vista médico. Nesta obra, o doutor Julio César Acosta Navarro examina atentamente as relações entre os diferentes tipos de alimentação e diversas patologias humanas, abrangendo ainda temas como potência sexual e dieta, atividade mental e dieta, envelhecimento, longevidade e regime alimentar como fator crítico na evolução da humanidade. Uma leitura instrutiva para leigos e especialistas.

Sobre o autor

O doutor Julio César Acosta Navarro nasceu em Lima, no Peru, em 1965. Veio para o Brasil em 1996 e naturalizou-se brasileiro em 2001. Graduou-se em medicina humana pela Universidade Nacional Federico Villarreal em 1999 e concluiu a pós-graduação em cardiologia clínica pela Universidade Mayor de São Marcos em 1997. No Brasil, fez subespecialização em cardiopatias congênitas no Instituto Dante Pazzanesse de Cardiologia e no Hospital Beneficência Portuguesa (1997-1998). Obteve títulos de especialista nas áreas de: cardiologia clínica, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC (1998); medicina intensiva, pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira − AMIB (2000); nutrologia, pela Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica − SBNEP (2000); e clínica médica, pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica − SBCM (2002). Tem doutorado em cardiologia pelo Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2002).
De 2001 a 2007, o doutor Julio César Acosta Navarro trabalhou como chefe da Unidade de Terapia Intensiva e como cardiologista clínico do Serviço de Transplante de Fígado do Hospital das Clínicas de São Paulo. Atualmente é médico-assistente do Setor de Emergências Clínicas do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor convidado em eventos internacionais, como OPS/OMS ("Impacto da proteção patentária sobre acesso a medicamentos", Brasília, Brasil, 2004); Instituto de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular de La Habana ("Vegetarianismo na América Latina", Havana, Cuba, 2007); Universidade de Loma Linda (5th International Congress on Vegetarian Nutrition, Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos). Atualmente, realiza estudos de doutorado no Programa de Integração da América Latina (PROLAM), da Universidade de São Paulo.

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Ciência e religião embarcam.

Ciência e religião embarcam
no vegetarianismo
O meio científico volta e meia dirige sua atenção para estudos medindo os resultados de uma dieta vegetariana para o ser humano.

Pesquisa publicada em 1994 na revista da Associação Médica britânica, por exemplo, alega que quem segue uma dieta sem proteína animal tem chances 40% menores de morrer em decorrência de câncer. O estudo, realizado pela Universidade de Otago, na Nova Zelândia, com 11 mil voluntários, apontou também um índice menor de doenças cardíacas em quem não come carne ou outros produtos animais.

Outro trabalho, desta vez feito pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, com 6.000 mulheres grávidas, concluiu que as vegetarianas tinham maior chance de ter filhas. Enquanto entre as mães não vegetarianas há um índice de 106 meninos para cada 100 meninas nascidas, entre as mulheres que não comem carne os números passam a ser de 85 meninos para cada 100 meninas.

Contra o hábito vegetariano, pesquisa feita pela Universidade Agrícola Wageningen, da Holanda, e publicada na revista médica "The American Journal of Clinical Nutrition", aponta que uma dieta vegetariana nos primeiros anos de vida gera deficiência de vitamina B-12, traz como sintomas apatia e letargia e pode levar ao retardo no desenvolvimento psicomotor e no crescimento.

Vegetarianismo divino

Além da ciência, a batalha vegetariana também já invadiu (e invade) campos, por assim dizer, santos. O movimento Pessoas por um Tratamento Ético dos Animais, dos EUA, lançou em 1998 uma campanha alegando que Jesus não comia carne, e que os verdadeiros cristãos deveriam seguir esse exemplo.

Segundo o grupo, Cristo era um essênio, seita judaica que evitava carne. Em carta enviada a mais de 400 bispos, arcebispos e cardeais, os líderes do movimento sentenciavam: "O fluxo da carne no corpo escurece a luz do espírito".

Também nos EUA, na década de 70, surgiu o grupo chamado de Doze Tribos, atualmente com sedes no Brasil em Curitiba e em Londrina, no Paraná. Apesar de não serem completamente vegetarianos, os adeptos da seita pregam que "o ideal é comer carne somente para fazer o controle do rebanho" e que matar outro animal para utilizá-lo como alimento é uma violação

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Dieta vegetariana ainda é alvo de preconceito.

Dieta vegetariana ainda é alvo de preconceito
O cardiologista peruano Julio César Acosta Navarro convive com dois mundos diferentes. Um é o da medicina intervencionista --ele é médico do setor de Emergências Clínicas do InCor (Instituto do Coração), do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O outro, objeto de suas pesquisas, envolve o estudo dos efeitos de longo prazo da dieta vegetariana, ainda pouco compreendida pela ciência ocidental.

Carlos Cecconello/Folhapress
Cardiologista Julio César Acosta Navarro fala do preconceito no meio acadêmico em relação a dieta vegetariana
Cardiologista Julio César Acosta Navarro fala do preconceito no meio acadêmico em relação a dieta vegetariana
Em entrevista à Folha, Navarro, que acaba de lançar o livro "Vegetarianismo e Ciência" (Ed. Alaúde), fala do preconceito no meio acadêmico em relação a essa dieta e aponta benefícios e dificuldades encontrados por quem quer praticá-la.

Folha - O fato de você ser vegetariano interfere na forma com que as pessoas veem o seu trabalho?
Julio César Acosta Navarro - Se um cientista diz que é vegetariano, acham que seu trabalho está orientado por interesses além dos científicos. A questão é polêmica, e o tema não é facilmente aceito na academia. Senti isso na pele quando tentei defender minha tese de doutorado, sobre benefícios da dieta vegetariana, pela primeira vez. Eu tinha um trabalho que já havia sido aceito para publicação e apresentado em congressos, mas não foi aceito. Tive que desenhar um segundo estudo e só pude defender a tese dois anos depois.

Você sempre seguiu esse tipo de dieta?
Como a maioria, cresci em uma família em que a carne era o alimento favorito, acreditando que, além de gostosa, era necessária. Aos 15 anos, a partir de leituras de filosofias orientais, me convenci de que ser vegetariano era uma mudança para melhor. Nessa idade, não parei de comer carne --comia o que minha mãe me servia--, mas, aos 20, adotei o vegetarianismo. Como já estava na universidade, decidi investigar a questão do ponto de vista médico. Era o início dos anos 80, o vegetarianismo era associado a religião e radicalismo. Hoje, é uma questão da ciência, da ecologia.

Publicações científicas atuais começam a usar o termo "semivegetarianos". Isso existe?
É um termo novo, mas é um grupo real. É encontrado em populações que comem pouca carne por falta de acesso, por ser cara, e em grupos simpatizantes do vegetarianismo que não conseguem abolir a carne do cardápio. A definição técnica é o consumo de no máximo uma porção de carne por semana.

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